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A história de Nahyra Schwanke: mais de 70 anos de estrada

A história de Nahyra Schwanke: mais de 70 anos de estrada

Nahyra Schwanke, natural de Santa Catarina, entrou para a história como a caminhoneira mais velha do mundo. Com mais de 70 anos de estrada, ela quebrou barreiras e desafiou estereótipos, tornando-se um ícone de força, determinação e paixão pelo que faz.

A paixão de Nahyra por caminhões começou ainda cedo. Com 12 anos, a jovem começou a trabalhar em uma fazenda da família em Arroio Bonito, em Sobradinho, no Rio Grande do Sul. Sua função era guiar o arado para a coleta de grãos, dirigindo um trator. Mas o que ela gostava mesmo era observar os caminhões indo de um lado para o outro nas estradas de terra.

Sua paixão, no entanto, ficou guardada por alguns anos. Nahyra, ainda jovem, começou a ter uma vida de “mulher normal” na década de 1950: casou e teve Salete, sua única filha. Mas, assim que se separou do marido, decidiu seguir seu coração, que caminha, claro, para as estradas do Brasil.

Em 1958, com 27 anos, Nahyra comprou seu primeiro caminhão. Desde então, nunca mais parou.

Foram incontáveis viagens por todos os cantos do Brasil transportando, principalmente, trigo, arroz e cevada – que a ajudaram a bancar todos os estudos de sua filha.


Eram, em média, de 12 a 15 horas no volante por dia e de 8 a 10 mil quilômetros rodados por mês dirigindo caminhões. As noites ela passava a grande maioria numa cama que possuía na cabine.

Segundo Nahyra, sua média de velocidade nas estradas sempre foi entre 70 e 90 quilômetros por hora, dependendo da via. Cautela essa que foi fundamental para que ela nunca tenha se envolvido em um acidente ou uma infração sequer nesses quase 60 anos como motorista de caminhão.

Nahyra afirma ainda ser uma “vovó moderna” – caminhões automáticos ou qualquer outra tecnologia para ela são bem-vindos.

A única coisa que não muda em todos esses anos é a bolsa que ela leva em todas as viagens, com óculos, pente de cabelo, batom, perfume e tudo mais que as mulheres adoram.

Hoje em dia, Nahyra mora com a filha e seus cachorros na cidade de Não Me Toque, no Rio Grande do Sul.

As viagens guiando um Mercedes Axor 2536 não acontecem mais, por conta de um problema com varizes e pela idade, ela merecidamente se aposentou.

A rainha das estradas brasileiras deixou um legado de determinação e inspiração, mostrando que a estrada pode ser, sim, para todos.

Meninas," Nunca desista dos seus sonhos, pois a estrada é longa, mas quem acredita vai sempre encontrar o caminho."

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