top of page

'Corredor de tornados': por que o RS é a 2ª região do mundo mais favorável ao fenômeno Estado registrou fenômeno em Pedro Osório nesta quinta (6), após ocorrência no Noroeste na semana anterior.

Jornal Brail  jornalbrasil.net
Jornal Brail jornalbrasil.net

'Corredor de tornados': por que o RS é a 2ª região do mundo mais favorável ao fenômeno

Estado registrou fenômeno em Pedro Osório nesta quinta (6), após ocorrência no Noroeste na semana anterior. Choque de massas de ar e geografia explicam a formação de tempestades severas.

A repetição de tornados em um curto intervalo tem explicação geográfica. O Rio Grande do Sul integra o chamado corredor de tornados da América do Sul. A região é considerada a segunda mais favorável do planeta para a formação desses fenômenos, atrás apenas da área central dos Estados Unidos.

Nessa faixa do continente, ocorre o choque frequente entre o ar quente e úmido vindo da Amazônia e as massas de ar frio que avançam do sul. Quando os ventos mudam de direção e velocidade conforme a altitude, a tempestade começa a girar, formando a coluna de ar em rotação que liga a nuvem ao solo.


"Aumenta a chance de ocorrência de tornado no RS quando você tem maior contraste, uma frente quente, com instabilidade elevada", afirma o climatologista e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Francisco Eliseu Aquino.

No caso desta semana, o gatilho foi a formação de um ciclone extratropical no oceano. A pressão atmosférica caiu acentuadamente, chegando a 997 hectopascais (hPa) em Pelotas. A Climatempo Meteorologia explica que valores abaixo de 1000 hPa indicam alto potencial para nuvens muito carregadas.

Essa queda brusca de pressão gerou uma supercélula, uma nuvem de grande extensão com movimento giratório.

Foi do prolongamento da base dessa supercélula que o funil do tornado tocou o solo no Sul do estado.


Jornal Brail jornalbrasil.net 




bottom of page