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Eleições 2026 Fundo Eleitoral: veja quanto cada partido receberá dos R$ 4,9 bi para 2026 Dos R$ 4,9 bilhões do Fundo Eleitoral para o pleito deste ano, PL, PT e União ficam com cerca de 40% Dinheiro

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Fundo Eleitoral: veja quanto cada partido receberá dos R$ 4,9 bi para 2026

Dos R$ 4,9 bilhões do Fundo Eleitoral para o pleito deste ano, PL, PT e União ficam com cerca de 40%. Tendência de partidos é investir na reeleição de parlamentares

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Veja o top 10 dos partidos que mais vão receber dinheiro do Fundo Eleitoral

  • PL (17,77%) R$ 881,7 milhões

  • PT (12,4%) R$ 615,4 milhões

  • União Brasil (10,61%) R$ 525,2 milhões

  • PSD (8,49%) R$ 421 milhões

  • PP (8,41%) R$ 417,1 milhões

  • MDB (8,06%) R$ 400 milhões

  • Republicanos (7,03%) R$ 348,6 milhões

  • Podemos (4,96%) R$ 246 milhões

  • PDT (3,41%) R$ 169,3 milhões

  • PSB (3,07%) R$ 152,3 milhões

Criado pela Lei nº 13.487/2017, o fundo é constituído com Orçamento da União em ano eleitoral e tem a finalidade de custear as campanhas.

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A distribuição dos recursos observa os seguintes critérios: 2% são divididos igualmente entre todos os partidos com estatuto registrado no TSE;

35% são distribuídos proporcionalmente aos votos obtidos pelas legendas na última eleição geral para a Câmara dos Deputados; 48% são repartidos de acordo com o número de representantes eleitos para a Câmara dos Deputados; e 15% são divididos conforme a representação dos partidos no Senado Federal.

O Senado será a Casa com maior relevância para os partidos no pleito deste ano, principalmente para o PL, PT e seus aliados. Em 2026, 54 senadores deverão buscar um novo mandato, renovação de 2/3 das cadeiras.

Para os bolsonaristas, eleger o maior número de senadores é essencial para eleger um presidente da Casa em fevereiro de 2027 que paute os pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Hoje, o nome mais cotado para esse comando é o do senador e líder da oposição na Casa, Rogério Marinho (PL-RN). Internamente, a decisão do PL em manter Marinho no Senado e não lançá-lo como pré-candidato ao governo do Rio Grande do Norte foi pensando na cadeira no ano que vem. 

Na Câmara, o PL tem hoje a maior quantidade de cadeiras:

são 97 deputados, contra 65 do PT.

Partidos do campo da esquerda e aliados do presidente, como PSB, PDT, PSol e Rede, esperam aumentar o número de deputados nestas eleições com objetivo de diminuir o poder de barganha do Centrão para votação de projetos de interesse do Executivo.

O cientista político Murilo Medeiros, da Universidade de Brasília (UnB), destacou que a concentração de recursos do Fundo Eleitoral em poucos partidos empodera os líderes das legendas.

"A distribuição passou a ser uma das decisões mais estratégicas do processo eleitoral. Quem controla o cofre, controla boa parte das condições de competição.

Os presidentes de partido acumulam hoje uma capacidade de influência superior à de diversos ministros de Estado", frisou.

Medeiros ressaltou que o valor do fundo triplicou desde 2018 e isso terá impactos diretos nos nomes que pleitearão mandatos nas eleições em outubro.

"O Fundo Eleitoral influencia a distribuição de poder antes mesmo de o primeiro voto ser depositado na urna", disse.

Com isso, na visão do especialista, a renovação do Congresso Nacional vai depender da decisão de cada sigla em investir em um candidato ou candidata.

Contudo, a tendência é de que os partidos continuem enviando recurso para aqueles que já possuem mandato, ou seja, disputarão a reeleição.

"O cálculo dos partidos é racional.

Direcionam recursos para candidatos que apresentam maiores probabilidades de vitória.

E isso normalmente significa destinar recursos para quem já ocupa mandato.

A tendência estrutural é que a renovação ocorra de forma mais lenta e controlada, cada vez mais dependente das cúpulas partidária".

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