IPCA-15: preços sobem 0,70% em setembro, puxados pela energia elétrica Índice foi puxado pelo grupo Habitação, que registrou alta de 2,07% no mês. Resultado veio em reflexo ao fim da incorporação do B
IPCA-15: preços sobem 0,70% em setembro, puxados pela energia elétrica
Índice foi puxado pelo grupo Habitação, que registrou alta de 2,07% no mês. Resultado veio em reflexo ao fim da incorporação do Bônus de Itaipu e o retorno dos preços sem desconto das tarifas nas contas de luz.
Veja a variação de cada grupo em setembro
Alimentação e bebidas: 0,40%;
Habitação: 2,07%;
Artigos de residência: 0,55%;
Vestuário: 0,41%;
Transportes: 0,60%;
Saúde e cuidados pessoais: 0,13%;
Despesas pessoais: 0,96%;
Educação: 0,03%;
Comunicação: 0,54%.
Fim dos descontos na conta de luz
O avanço no grupo Habitação veio principalmente da energia elétrica residencial que registrou um avanço de 7,42% em setembro, após uma queda de 6,25% no mês anterior.
A alta nos preços acontece por conta da reversão do Bônus de Itaipu e o consequente fim dos descontos das tarifas nas contas de luz.
🔎 O bônus de Itaipu é uma forma de devolver aos consumidores recursos excedentes da operação da usina e proporciona um alívio temporário nas contas de luz.
A vigência da bandeira tarifária amarela também se manteve em setembro, adicionando R$ 1,885 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos.
O IBGE também informou que as tarifas foram reduzidas em 6,65% em Fortaleza a partir de 26 de agosto, "em razão da incorporação de recursos da repactuação do Uso de Bem Público (UBP), aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)."
Entre os demais itens do grupo Habitação, o gás encanado (0,92%) também teve reajustes em Curitiba (10,21%) e no Rio de Janeiro (1,80%), ambos contabilizados a partir de 1º de agosto. Já a taxa de água e esgoto (0,03%) subiu puxada pelo aumento de 3,55% nas tarifas em Salvador a partir de 20 de julho.
Gasolina, alimentos e passagens aéreas estão mais caros
Outro destaque ficou com o grupo Transportes, que subiu 0,60% no período e marcou a terceira maior alta do índice no mês, atrás de Habitação e Despesas Pessoais (0,96%) — esse último influenciado pelo aumento de 14% do subitem cigarro a partir de 1º de agosto.
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