top of page

Jaques Wagner confirma saída de liderança do governo no SenadoSenador ocupava cargo desde o começo de 2023; parlamentar foi alvo de operação da Polícia Federal relacionada ao caso do Banco Ma

Jaques Wagner confirma saída de liderança do governo no Senado

Senador ocupava cargo desde o começo de 2023; parlamentar foi alvo de operação da Polícia Federal relacionada ao caso do Banco Ma

O senador Jaques Wagner (PT-BA) confirmou nesta quarta-feira (24) que irá a liderança do governo no Senado.

A decisão foi antecipada pela CNN e foi tomada após o parlamentar se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na esteira das repercussões da operação da PF (Polícia Federal) relacionada ao caso do Banco Master que mirou o congressista, na semana passada.

Em nota publicada nas redes sociais, o senador afirmou que a decisão foi tomada em "comum acordo" e que a reunião com Lula foi uma "conversa entre amigos".

"Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado", disse o congressista em nota.


A ação da PF investiga indícios de benefícios econômicos recebidos pelo senador de forma direta ou indireta relacionados ao Master e a Augusto Lima, ex-sócio do banco. Jaques Wagner nega as acusações e tem afirmado que irá colaborar com as investigações.


Na segunda-feira (22), a defesa de Jaques acionou o STF (Supremo Tribunal Federal) para pedir a anulação da operação da PF que resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar.

Os advogados do senador argumentam terem ocorrido "erros graves" e reforçam que Jaques "jamais atuou no Congresso Nacional para favorecer o Banco Master".

Quadro histórico do PT e aliado antigo do presidente Lula, o senador ocupava o cargo na liderança desde o início da atual gestão petista.

Foi anunciado para a função ainda no fim de dezembro de 2022, antes mesmo da posse do novo governo.

Como a CNN mostrou, aliados do chefe do Executivo pressionaram, nos bastidores, pela saída de Jaques do cargo para não contaminar a campanha de Lula, que é pré-candidato à reeleição.

A primeira missão do Planalto então passou a ser convencer o senador a pedir o afastamento de maneira pública e evitar o desgaste de o presidente anunciar essa decisão.


Entre os cotados para assumir a função, estão os senadores Camilo Santana (PT-CE) e Teresa Leitão (PT-PE).

Ambos não devem disputar as eleições deste ano e teriam tempo para se dedicar à articulação no Senado.

Camilo foi ministro da Educação no atual governo e é próximo de Lula.

Atual líder do PT no Senado, Teresa é vista como uma congressista com boas relações com oposição e governistas.

A repercussão negativa da operação da PF consolidou um desgaste que Jaques já vinha sofrendo desde a derrota de Jorge Messias para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).

O congressista foi o principal responsabilizado pela rejeição do Senado ao nome indicado pelo Planalto. Jaques foi culpado, em especial, por não ter alertado Lula sobre o risco de derrota.

Jaques também protagonizou impasse com integrantes do governo durante a tramitação do chamado "PL da Dosimetria", projeto que reduz as penas de condenados pelos atos de 8 de Janeiro.

Em dezembro do ano passado, Jaques costurou acordo para o projeto avançar em troca de apoio para matérias prioritárias para o governo na agenda econômica.

Desde a última quinta-feira (18), quando foi realizada a última fase da operação Compliance Zero da PF, aliados do governo calculavam os danos à pré-campanha de Lula e buscavam ajustar o discurso.

Publicamente, o PT reforçou apoio a Jaques e deu voto de confiança ao senador, mas integrantes da sigla defenderam, internamente, a necessidade de distanciar a imagem do senador para não atingir Lula.


NEWS

BRASIL


bottom of page