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Queda de avião da Voepass foi uma "soma de violações", diz polícia Segundo Carlos Eduardo Palhares, diretor do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, voos anteriores da companhia aér

Queda de avião da Voepass foi uma "soma de violações", diz polícia

Segundo Carlos Eduardo Palhares, diretor do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, voos anteriores da companhia aérea já haviam registrado alertas para o problema no sistema de degelo

Um avião da Voepass caiu no início da tarde desta sexta-feira (9) em Vinhedo, no interior de São Paulo. O avião tinha 62 pessoas a bordo, sendo 58 passageiros e quatro tripulantes. Segundo a prefeitura, ninguém sobreviveu. O voo 2283 saiu de Cascavel (PR) e iria para Guarulhos. O avião acidentado, prefixo PS-VPB, é um ATR 72-500. Imagens de redes sociais registraram a queda. •


A Polícia Federal apresentou nesta quinta-feira (6) o relatório final do Inquérito Policial que apurou as circunstâncias da queda de um avião da Voepass no interior de São Paulo, em agosto de 2024. Segundo Carlos Eduardo Palhares, diretor do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, o acidente foi resultado de uma "soma de violações".


Segundo o diretor, voos anteriores da companhia aérea já haviam registrado alertas para o problema no sistema de degelo.

"Aqueles pilotos sabiam que aquele componente estava em falha. Era obrigação do piloto reportar [o problema] à equipe de manutenção. Mas não foi reportado [...] Existia conhecimento dos pilotos sobre a condição da aeronave e que deveriam impedir o voo. A soma de todas essas violações levaram à queda do avião", disse Palhares.


Durante a coletiva, o diretor explicou que, logo nos minutos iniciais após a decolagem, o painel emitiu o primeiro alerta de gelo. Posteriormente, outros dois alertas foram enviados dentro da cabine, sendo eles:

  • Cruise speed low (velocidade abaixo do recomendado - luz azul no painel): exige providências imediatas de recuperação de velocidade;

  • Degraded performance (luz e aviso sonoro): indica perda crítica de performance aerodinâmica;

  • Increase speed (aumentar velocidade e alertas sonoros severos): estágio que antecede a perda total de sustentação.

O perito ressalta que cada um dos alertas deveria ter sido acompanhado de procedimentos operacionais de emergência, no entanto, foi constatada uma

"cultura de não ação" por parte dos tripulantes, que não executaram nenhuma das correções previstas.

Segundo o delegado André Ribeiro, a diretoria da companhia aérea orientava os funcionários a não registrarem falhas operacionais.

Depois do acidente, a Anac impôs restrições operacionais à companhia e, em 2025, cassou definitivamente seus certificados de operação e manutenção.



Jornal Brasil



 
 
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