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Rio Tietê amanhece coberto por espuma tóxica em Salto, Fenômeno é causado por poluentes vindos da Grande São Paulo e se agrava com a falta de chuva. Cetesb e prefeitura monitoram a situação e al

Rio Tietê amanhece coberto por espuma tóxica em Salto; vídeo

Fenômeno é causado por poluentes vindos da Grande São Paulo e se agrava com a falta de chuva.

Cetesb e prefeitura monitoram a situação e alertam para riscos à saúde de quem se aproxima.

Uma densa camada de espuma tóxica voltou a cobrir o Rio Tietê em Salto (SP), nesta quinta-feira (14), colocando a prefeitura e órgãos ambientais em alerta. O fenômeno, causado pela poluição vinda da Grande São Paulo e agravado pela falta de chuva, atrai turistas, mas oferece risco à saúde, podendo causar irritação na pele e nos olhos.

Imagens aéreas registraram o rio completamente coberto pela espuma.

O fenômeno ocorre quando resíduos de detergentes e outros produtos químicos, despejados sem tratamento no rio, são agitados pela força da água nas quedas d'água da cidade.

Segundo a Fundação SOS Mata Atlântica, o Tietê recebe cerca de 600 toneladas de lixo e poluentes por dia.

Em nota, a Prefeitura de Salto afirmou que o problema é recorrente e que a solução depende do fim do lançamento de esgoto sem tratamento.

"Todo ano esse fenômeno acontece aqui em Salto e só acabaria se as cidades da Grande São Paulo cessassem o lançamento da poluição", diz a nota. A administração informou que monitora a situação.

Já a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) atribuiu o evento desta semana à chuva registrada no último domingo (10), que teria "lavado" poluentes acumulados nas margens e em rios menores, levando-os para o leito principal do Tietê.

Alto volume de chuvas

Em um cenário oposto ao da espuma tóxica, o Rio Tietê registrou uma grande cheia em fevereiro deste ano. Na época, a vazão do rio atingiu 520 metros cúbicos por segundo (m³/s), volume bem acima da média normal, que é de 200 a 300 m³/s.

Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a cheia não foi causada apenas pela chuva local, que somou 54,6 milímetros em dois dias.

O principal fator foi o grande volume de água vindo da região metropolitana de São Paulo, que desceu pelo curso do rio e chegou com força a cidades do interior, como Salto.


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